• Sidney Santos

A criatividade e originalidade de Yhuri Tojal impressa no som do 2Crazy



Yhuri Tojal é a outra metade do 2Crazy, duo que apresenta diversas influências que vão desde o rock clássico, ao metal, punk e grunge. A banda lançou em março o bem recebido EP "The War Inside", material que conta com 3 faixas; "You Lose", "Dangerous Game" e "Kill the False Power". O projeto se baseia na influência da experiência exterior, no mundo interior do ser humano. Trata justamente do impacto que o mundo imprimi na nossa consciência e nos nossos sentimentos.

A criatividade e originalidade das linhas de baixo e voz de Yhuri Tojal ficam impressas de forma clara nas composições do 2Crazy. Sem medo de experimentar e ousar, o músico se mostra ser autêntico e natural, deixando a música fluir de forma inovadora.


Com excelentes críticas sobre o EP lançado, 2Crazy e Yhuri Tojal trilham um caminho positivo dentro da cena do rock nacional, fugindo da mesmice e nos dando um som pesado, cheio de grooves e com muita chance de crescimento.


Conversamos com o baixista e vocalista do 2Crazy sobre influências musicais, processo de composição, backline e outras curiosidades. Confira.

Você e o Rodrigo, batera do 2Crazy apresentam uma sintonia fora do comum. Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? Como começou essa parceria?


Y: Começamos no rock juntos. Nos conhecemos no colégio, no início da adolescência, e nesse mesmo ano já começamos a ouvir rock e sempre chegamos com bandas novas pra apresentar ao nosso grupo de amigo roqueiros.

Em relação ao projeto, isso também começou lá atrás. Desde o primeiro show e os primeiros passos nos instrumentos e na música. Praticamente todas as bandas que passamos, contou com essa cozinha. A 2crazy é uma continuidade de toda essa jornada que se iniciou em 2001. O entendimento musical é instantâneo e muito natural, já amizade é de longa data, o que fortalece a banda.

Dentro do cenário do rock, metal e hardcore, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção ultimamente?


Y: Tenho o costume de somente seguir bandas autorais. Gosto muito do Test, Nervosa e Molho Negro. Estou sempre antenado nos lançamentos nacionais e internacionais do rock em geral e principalmente metal e hardcore. Das atuais o Royal Blood me chamou atenção pela qualidade e inovação total.

Que dica você daria a músicos brasileiros da cena, que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?


Y: Diria pra criarem sem nenhum tipo de preconceito e sem se prender muito. Até diria pra não ter medo de experimentar efeitos, instrumentos exóticos e trazer influências de outros estilos de música. Mas é claro, se isso for autêntico e natural. Deixa a música fluir. Outra dica seria não olhar muito pra a música dos outros no momento de compor. Deixa a sua originalidade prevalecer.

Qual modelo e marca de baixo, cordas e amplificador você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.


Y: Tenho dois baixos do modelo Precision. Um Tagima e um Fender, que é o meu instrumento favorito. O amp que uso é o Fender Rumble 350, Sansamp Bass Driver como pre-amp e os drives Ultra Metal da Behringer e Marshall Guv'Nor, mais alguns outros como Fuzz e etc. Corda sempre uso a Ernie Ball calibre 0.50.

Tenho uma relação de amor com o meu Fender Precision. Ele foi até roubado, mas quis voltar para as minhas mãos, ainda bem. Foi recuperado. Está em boas mãos agora.

Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior baixista e frontman de todos os tempos?


Y: Punk Rock, Rock clássico e Heavy Metal em geral. Eu vou citar dois baixistas que gosto muito e depois falar do maior bass frontman na minha opinião.

Meus baixistas favoritos seriam o Geddy Lee do Rush e o Cliff Burton do Metallica, que tinha essa abordagem de fazer o baixo soar como guitarra.

E pra mim o maior baixista/frontman é o bom e velho Lemmy Kilmister.

Suas linhas de baixo apresentam combinação de técnica e criatividade ao tocar. Como se da o processo de criação e composição das suas linhas de baixo nas músicas? E como se da o teu processo de linhas vocais?


Y: Todo processo é feito em cima de achar um riff inicial. Depois do riff a música se desenrola. Não busco muito a teoria e análise de campo harmônico, vou tocando, testando e os riffs e bases acontecem. Já os vocais, sempre encaixo depois que já tenho boa parte da estrutura do som preparado. Algumas vezes adiciono uma coisa ou outra da letra e até mesmo tiro, reescrevo, edito e etc, mas sempre mantendo a ideia da mensagem a ser passada.

Como a música surgiu em sua vida?


Y: Surgiu na família. Meu primeiro contato com o rock foi com os meus primos e depois que já tinha um certo conhecimento de bandas isso passou a ser com os amigos. O primeiro contato com o contrabaixo foi com o meu primo também. Na época não tinha instrumento e ia até a casa dele e passava horas tocando, tentando aprender na raça.

Qual foi o melhor show da história do 2Crazy? conta pra gente.


Y: Na minha opinião foi o último Barulho na Praça que rolou. Carnaval de 2019. Show na rua e musicalmente tudo fluiu muito bem naquele dia. Foi Rock!!!!

Qual é a sua faixa favorita da banda?


Y: You Lose do último EP, o "The War Inside".

Quais os planos para 2020?


Y: Continuamos a compor e posso garantir de vem novidades por aí. Algo bem diferente do que já vínhamos fazendo. Também pretendemos continuar a produzir clipes e se possível, vai depender dos desdobramentos da pandemia, voltar aos shows e fazer uma tour.


Confira o EP "The War Inside": https://spoti.fi/39h9NJK

#2Crazy #CollapseAgency #ElectricFuneralRecords #Brasil #Entrevista #PunkRock #RockAndRoll #Grunge #PunkNews #PunkMusic #PunkBand

10 visualizações

Coletivo La Migra | São Paulo/Brasil

coletivolamigra@gmail.com

Se inscreva no nosso site e receba diariamente todas as atualizações! 

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Vkontakte ícone social