• Sidney Santos

As explosões curtas do punk energético e lodocentos de Leonardo Schmittt!



Leonardo Schmittt faz parte de umas das bandas mais cults e inovadoras do Brasil, o Tigersharks. A mistura de influências tocada pelo power-trio culmina em um som denominado por eles, stoner punk. O baterista se destaca na cena por ter uma pegada curta, energética e que ao mesmo tempo vai de encontro com o lodo arrastado do stoner rock, apresentando assim um som diferenciado e fora da curva.

Evolução musical de Leonardo Schmittt fica clara no último lançamento do Tigersharks. Tornando o feeling do momento como catalisador na hora de compor, o músico consegue expressar em suas linhas de bateria, uma batida contemporânea e cheia de explosões distintas.


O Tigersharks segue com uma das grandes revelações da cena alternativa, por abrir portas para grupos que têm medo de ousar e experimentar em seu som.

Conversamos com o músico sobre sua trajetória, influências musicais, backline e outras curiosidades. Confira!

Você e o Tigersharks apresentam uma dinâmica incrível no palco e uma sintonia e harmonia sonoro fora do comum . Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? Como começou essa parceria?


Leo: Acho que a gente sempre foi mais amigo do que banda, no sentido de que temos uma banda porque somos amigos invés de sermos amigos porque temos uma banda. Então por causa disso tudo acaba acontecendo muito naturalmente. Temos personalidades e até gostos musicais bem diferentes, mas por sermos amigos acaba ficando mais fácil e acho que é por isso que a banda tem essa sonoridade.

Dentro do cenário do rock/ punk, stoner brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção?


Leo: Acompanho muita coisa, mas do cenário local vou citar as outras duas bandas que eu toco, a Satan's a Woman(Mistura de HC Melódico e Pós-HC com vocal feminino, banda só com gente linda) e a Outra Providência(Pra quem gosta de NYHC, Beatdown e letras em português é um prato cheio). De banda gringa tenho ouvido muito aquela cena Trapped Under Ice, Tunrstile e Angel Du$t, que são os mesmos membros com bandas diferentes, acho que é a galera que mais tem experimentado dentro do Hardcore. E não da pra deixar de citar o Knocked Loose, melhor banda que surgiu nos últimos tempos na minha opinião.

Que dica você daria a músicos brasileiros da cena rock/stoner/punk, amadores ou profissionais, que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?


Leo: Nunca fui um cara metódico musicalmente, então pra mim criar sempre foi experimentando mesmo. Música é isso aí, principalmente o HC/Punk, tem quer ir no feeling antes de qualquer coisa, pelo menos para mim.

Qual modelo e marca de bateria, pele, baqueta e estantes que você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.


Leo: Sempre fui meio desapegado a esse tipo de coisa. Bateria é um instrumento muito caro, então sempre toquei com o que tinha na mão por não ter opção mesmo. Pro tipo de banda que eu toco, geralmente a casa fornece o básico pro batera, então vou me virando com o que tem. De meu mesmo é só o básico: pratos, pedal, caixa e baquetas. Importante mesmo é tocar com vontade o resto a gente vai dando um jeito. Até tenho uma batera na casa dos meus pais, mas tá parada à anos.

Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior baterista de todos os tempos?


Leo: Fica difícil de falar, é muuuuita coisa, os clássicos sempre são as maiores influências, mas escuto muitos estilos musicais então fica impossível citar bandas, porque é muita coisa mesmo. Já sobre bateristas, quando era piá gostava muito do Travis Barker, me influenciou bastante quando comecei tocar bateria. É um cara que além de ser técnico toca com muita energia e estilo e isso me chamava muita atenção. E acho foda que ele consegue transitar em todas as cenas, vai do punk ao rap, do rap ao pop, e tem respeito da geral.

Suas linhas de bateria são perfeitamente executadas, demonstrando técnica, controle e muita emoção ao tocar. Você sempre compõe e cria as músicas pensando de forma analítica ou elas acabam saindo naturalmente desse jeito?

Leo: Ah acho que tá bem longe de qualquer tipo de perfeição, mas sempre começo a compor no instinto mesmo, tocando com a galera e vai saindo. Acredito que as músicas nunca param de evoluir, todo show alguma coisinha eu toco diferente mesmo depois de gravadas, assim não perde a graça de tocar.

Como a música surgiu em sua vida?


Leo: Sempre teve muita música na minha casa na minha infância, meu pai sempre tava ouvindo alguma coisa, desde música brasileira até música gringa oitentista. Tudo que faço e gosto hoje em dia tem alguma relação forte com música. Tatuagem, skate, as pessoas que eu convivo, tudo ta de alguma forma conectado ao mesmo universo e a música é o que une todas essas coisas.

Tem algum show na história do Tigersharks que você ache que foi o melhor show?


Leo: Por mais que a Tigersharks já tenha tocado em festivais e shows maiores, o mais especial para mim foi o nosso último show em Caxias do Sul ainda esse ano, que a gente tocou com a Arkhaik e minha outra banda Outra Providência(e era pra ter rolado a Satan's a Woman também). Tocar em festival é dahora, mas não tem energia melhor que tocar com nossos amigos pros nossos amigos.

Quais os planos para 2020?


Leo: No momento to tentando não fazer planos pra esse ano, a situação que a gente se encontra em função dessa pandemia ta foda e acho que tem muito chão ainda pra tudo se normalizar. Tava rolando muito show com as bandas que toco esse ano, e tinha bastante show marcado que teve que ser cancelado, sem falar em gravações e trampo. Agora é manter o PMA e esperar que a gente possa voltar a fazer o que gosta logo.

Confira 'Smoking Kills': https://bit.ly/2PFryvu


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Coletivo La Migra | São Paulo/Brasil

coletivolamigra@gmail.com

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