• Sidney Santos

Italo Moraes: Evocando sentimentos poderosos através de progressões de acordes.



A música é capaz de despertar diversos sentimentos em nós, e sem dúvida as composições do Explain Away expressão temas emotivos e de uma intensidade emocional que prende o público a cada faixa.

Italo Moraes usa a música e a forma como compõem em seu baixo para se conectar com o ouvinte de forma natural, honesta e emocionante. Essa união entre emoção e técnica musical culmina na produção de um som elevado e de impacto.

O Explain Away continua a traçar seu caminho de forma verdadeira ao fazer um boa mistura de punk rock, indie e rock em suas faixas. Uma banda que deve ser ouvida, vista e lembrada, pois, venho para ficar e ganhar cada vez mais destaque no cenário nacional e internacional independente.

Conversamos com o baixista sobre carreira, backline, influências musicais e outras curiosidades. Confira!

Você e o Explain Away apresentam uma sintonia fora do comum. Como que funciona a parceria de vocês como músico e amigos dentro do projeto? Como começou essa parceria?


Italo: No Explain, a maioria das músicas são feitas na base da emoção, ou seja, deixamos tudo acontecer de forma natural e no seu tempo, sem pressão. Acredito que essa é a melhor maneira de se colocar sentimentos nas composições. E minha relação com eles começou da mesma forma. Eu já conhecia o pessoal a uns 2 anos mas seguia como amigo, até que no momento certo veio o convite para participar da banda.


Dentro do cenário do rock, punk rock e pop punk brasileiro, você costuma acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenha lhe chamado a atenção ultimamente?


Italo: No Brasil eu tenho acompanhado mais a Backdrop Falls, Violet Soda e o clássico Dead Fish. Essas bandas mostram bastante o amadurecimento da cena brasileira nos últimos anos. Já dos gringos eu sou suspeito para falar de Green Day, pois adoro ver a forma como eles se reinventam a cada novo trabalho lançado. Mas falando em bandas novas, tenho escutado bastante Tusky, The Menzingers, Grade 2, The Flatliners e Against Me, além dos trabalhos paralelos da Laura. A qualidade do punk rock no mundo só vem amadurecendo e mostrando cada vez mais qualidade. Pena que o mar está cada vez menos para peixe.

Que dica você daria a músicos brasileiros da cena, que tem medo de experimentar e inventar coisas novas em suas músicas?


Italo: Procurem colocar sua identidade de forma mais latente nos seus trabalhos, sem se importar com o que os outros acham. É importante colocar todos os sentimentos para fora e buscar cada vez mais a sua impressão digital na música.

Qual modelo e marca de baixo, cordas e amplificador você usa? Conta pra gente a relação de amor com seu instrumento.


Italo: Cara, o baixo está na minha vida desde o primeiro contato musical que tive com um instrumento. Vejo ele como a extensão do corpo da banda. Dessa forma, conseguimos alcançar fisicamente o público nos shows e adicionar vibração em suas vidas. No caso, eu sou mais fã da Fender e atualmente utilizo um Squier híbrido com captação jazz e precision. Cordas Ernie Ball e sempre que posso estou tocando com Gallien Krueger ou Hartke.

Quais são as suas maiores influências musicais? Pra você qual é o maior baixista de todos os tempos?


Italo: Sem dúvidas o Green Day e o System of a Down me formaram musicalmente. Também sou fã do Dave Grohl e todos os seus trabalhos. Mas falar do maior baixista de todos os tempos é complicado. Cada estilo foi representado em peso, porém tenho um apreço pessoal pelo Matt Freeman do Rancid. Mas existem nomes gigantes como Jaco Pastorius, Flea, Mike Dirnt e inúmeros outros.

Suas linhas de baixo apresentam combinação de técnica e criatividade ao tocar. Como se dá o processo de criação e composição das suas linhas de baixo nas músicas?


Italo: Eu literalmente deixo a música me falar o que ela precisa e geralmente tem dado certo hehehe.

Como a música surgiu em sua vida?


Italo: Ela surgiu com uma forma de iniciar o meu processo de independência nesse mundo, me fazendo provar dos mais diversos sentimentos nos meus momentos de formação. Um grande amigo me vendeu um baixo Tonante com 2 cordas por R$50,00 quando eu tinha uns 14 anos e dai eu nunca mais parei.

Qual foi o melhor show da história do Explain Away? conta pra gente.


Italo: Sem dúvida a apresentação que fizemos no Nimbus estúdio. Esse dia foi sensacional pois a interação com todas as pessoas do local nos despertou o melhor que poderíamos transmitir para o público.

Qual é a sua faixa favorita da banda?


Italo: Explain Away, sem sombra de dúvidas.

Quais os planos para 2020? R: Cara, 2020 virou uma loucura né?


Italo: Tínhamos vários planos e agora estamos mais esperando um desfecho positivo para que possamos voltar com tudo. Mas com certeza ainda iremos gravar algo no segundo semestre.

Confira "Cause We" do Explain Away:


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Coletivo La Migra | São Paulo/Brasil

coletivolamigra@gmail.com

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